Sítio em demo_lições constantes.
Escrito por Descompanhia Teatral
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por Herbert Henrique
escrito em 08/03/2010

Depois de três semanas voltamos para a “sala de ensaio”, NET\ Invenções cênicas. Há tempos que não íamos a Casa dos Meninos dois. A primeira sensação que tive foi de estranhamento, de diferente, depois de tempos em uma caminhada nômade física - o NET\ Leitura e produções de textos, na Biblioteca Cora Coralina, a reunião pedagógica, na casa do Paulo, NET\ Agenciamentos Teóricos, novamente na Cora Coralina, NET\ Cultura e ação cultural, na casa do Paulo, NET\ Imagem Tempo, na casa de Cultura Raul Seixas, NET\ Linguagem cinematográfica, na casa do Paulo, e NET\ Sei lá o que, novamente na Casa do Paulo. Nossa, quantos caminhos, quantos lugares. Nestes lugares passeávamos por outros, passeávamos na fala, passeávamos por nós, passeávamos pelo outro, o outro sou eu, eu sou o mousse, eu sou o Paulo, eu sou a Descompan(h)ia, o mousse sou eu, eu sou a mãe do Paulo, o Luiz é o Paulo, o Leo é o Lyotard, o Lyotard estava ali do lado falando com o Leo, mas o Lyotard não falou isso!? É o Leo que fala na voz do Lyotard. Não, que Lyotard, é o Leo com Deleuze, o Herbert e o Mousse que estão falando. Eu sou a Descompan(h)ia! O Herbert está falando Luiz, o Herbert nem está ali, quem está ali é o Craig, o Herbert está falando Craig e o Herbert não veio, não é o Herbert que está falando, é o Craig - narrado na voz de Jesus Cristo, pois 'só Jesus salva', 'devemos chegar lá', 'lá' é o paraíso, 'Craig é o paraíso' (Herbert\Jesus Cristo\capitalismo fala seguro sobre o paraíso)

A Descompan(h)ia Teatral vai à Casa do Paulo

(Está um dia ensolarado a Descompan(h)ia Teatral sai da Biblioteca Cora Coralina e está indo à casa do Paulo. Chega, toca a campainha, Paulo, o anfitrião, nos recebe).

Paulo o anfitrião: Olá Descompan(h)eiros entrem e fiquem à vontade. Tenho alguns quitutes se quiserem provar.

(Os Descompan(h)ieiros adentram a casa de Paulo, o anfitrião - uma casa bem familiar. Agora aqui eu sou a visita não na Cora Coralina onde eu era pesquisador mas na casa do Paulo onde a gente fez o mousse e eu era a visita quando eu e o Leo íamos embora da casa familiar do Paulo o anfitrião conversando sobre o mousse que era eu).
(Paulo, o anfitrião, e Vanessa, a simpática, preparam o mousse).

Descompan(h)ia: Anfitrião, prepara logo o mousse. Precisamos que o Paulo volte.

(Tomamos o anfitrião e a simpática de maracujá, seria mais gostoso se fosse o Paulo e a Vanessa).

Mas, novamente, estamos na sala de ensaio, o território do teatro. Estávamos fazendo teatro nessa caminhada nômade? A Descompan(h)ia Teatral não se propõe teatro. Estranho, essa era a palavra. Estamos no território do teatro, meu corpo estava diferente, era um outro lugar que eu passava, na verdade era o mesmo lugar que havia passado antes, mas agora o corpo era outro, a percepção era outra, agora me percebi Herbert e não Teatro, minha percepção ia além do teatro. O Luiz propôs que sentássemos em dupla e olhássemos um para o outro. Eu fui com o Brah e dessa vez, diferente de outras vezes que fiz esse exercício, era eu olhando para o Brah e não o teatro, nisso pude olhar de fato para ele, eu Herbert via o Brah e eu Herbert era o Brah, ao mesmo tempo passeava por ele e por mim já que eu sou o Brah. Compartilhei aquele momento com ele, tive uma experiência, um incômodo de não estar seguro nos limites do teatro, mas ao ir para o troço a experiência ficou chapada, não deu conta, fiquei preso, usei uma gaiola no troço, mas a gaiola acabou me aprisionando, tudo aquilo, aquela experiência, morreu na gaiola, da mesma forma que na minha fala sobre Craig morreu em Craig\Jesus Cristo\ Capitalismo\produção, por que Craig e a Gaiola eram os mesmos. O Luiz disse que no meu troço eu estava fazendo simbolismo e de fato estava. Se foi eu que tive a experiência e a percepção tanto em Craig quanto no troço, sendo que Craig é um troço, por que foi o simbolismo que fez meu troço, já está no meu corpo, já está em mim e quando vou para a “sala de ensaio” me coloco na sala de ensaio e fico preso ao teatro e a questão é como eu saio dos limites do Teatro\produção\ persona social\ etc e vou para mim? por que 'quem sou eu'? sou o teatro, sou a gaiola, sou Craig, sou o Brah, sou o mousse e quando faço teatro, eu faço eu e quando faço eu, eu sou tudo.
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