Sítio em demo_lições constantes.
Escrito por Descompanhia Teatral
Cada vez fica mais claro para mim que o ator da Descompan(h)ia Teatral tem um corpo em crise, um corpo sensível, um corpo poroso, permeável, que é afetado facilmente, que se deixa atravessar pelos desejos, pelos fluxos de intensidades e velocidades diferentes. Esse é o corpo que se procura: um corpo que grita, que jorra, que pulsa, um corpo extra-cotidiano, um corpo que afeta e seja afetado pela presença do Outro. É a carne que escreve a dramaturgia da cena, ou melhor, a tentativa do ator se descarnalizar. São os gestos do surdo e mudo que o André fazia no começo do processo pra falar aquilo que não é possível ser dito com palavras, as asignificâncias, o inominável, o indizível. É o corpo da Alice - na cena resposta 'a mulher com dor nas costas'. É o corpo do HHJ e do Fernando na cena da carne levando marteladas. São os momentos de choro do Karlos no ensaio do Álbum de Família ou na cena do Ovo/Sala de Aula. É o corpo das cenas raio-x ou Hell's cena da Allyne, da Alice, do Jobi, da Celina... É a cena dos olhos vendados do Gilmar. É esse o corpo que a Descompan(h)ia Teatral procura. E quais são os exercícios necessários para se alcançar isso? Como fazer pra sair da apatia do corpo morto e tornar a presença do outro realmente transformadora em mim?

(postado inicialmente na comunidade NET/Descompanhia Teatral em 08/07/2009, por Luiz Claudio Cândido)
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